Como criar tarefas recorrentes no Trello usando o IFTTT

Ultimamente, tenho tentado automatizar algumas coisas e o IFTTT tem me ajudado muito na empreitada. Tenho percebido em quanto repito as mesmas tarefas (diária ou mensalmente), o que me fez pensar ser um pouco mais vagabundo pode me ajudar a ser mais produtivo.

Para assuntos gerais de trabalho, eu acabo usando o Trello. O lance é que, muitas vezes, temos tarefas que se repetem todos os meses; emitir uma nota para um cliente, por exemplo. Como o Trello não nos dá esse suporte, nada melhor do que integrá-lo com o IFTTT.

Esta receita permite criar um card recorrente dentro do Trello. Basta definir a data, o horário, preencher o email do seu board (você vai encontrá-lo em Menu > Email-to-board Settings) e o assunto do email que, neste caso, se tornará o título do seu cartão. Não obrigatório, o corpo do email, caso preenchido, virará a descrição do card. Há algumas outras opções de personalização desse email, como labels, anexos e até mesmo menções a outros usuários.

IFTTT Recipe: Add a recurring card to Trello by email connects date-time to gmail

Cibermundo: a política do pior

Não conhecia Paul Virilio, mas me interessei pela leitura quando soube de sua fama negativa e crítica com relação aos avanços das tecnologias de informação. Não sabia que o formato do livro seria um bate-bola com o jornalista Phillipe Petit, então senti falta de um maior trabalho em cima do tema. Além disso, não estando habituado com teóricos culturais – principalmente aqueles lidos em português de Portugal, me perdi um pouco entre um e outro pensamento.

No entanto, uma passagem me chamou a atenção, especialmente em um livro que foi publicado no final dos anos 90 baseado, pelo que pesquisei, em uma conversa ocorrida em 1996. Ele desenvolve a ideia de que grandes descobertas tem, em seu interior, um potencial negativo de mesmo tamanho de sua positividade. Aqui, ele cita a internet como uma tecnologia que, pelo visto, ainda está pra enfrentar um iminente desastre:

A Internet tem sua própria negatividade. Mas o desenvolvimento das tecnologias não se pode fazer senão através da análise e da ultrapassagem destes acidentes. Quando foram lançadas as ferrovias, o tráfego era mal regulado e os acidentes multiplicavam-se. Os engenheiros reuniram-se em Bruxelas em 1880 e criaram o famoso bloco-sistema. O naufrágio do Titanic oferece-nos um exemplo semelhante. Após essa tragédia, desenvolve-se o SOS.

(…)

Ora, hoje, as novas tecnologias, como a Internet, saíram da revolução das transmissões. Elas provocam acidentes imateriais que são infinitamente menos percebidos.

(…)

Nós aplicamos a velocidade limite da luz às mensagens, à interatividade e ao trabalho à distância. Doravante, estamos a gerar um acidente da mesma natureza. É um acontecimento considerável que necessitaria, pelo menos, de uma crítica.

Preciso comer mais arroz e feijão pra acompanhar as viagens dessa galera. Ou, quem sabe, ler mais um ou dois livros de Virilio.

Basta

Nascido no interior do Paraná, numa cidade que já fora uma baita fazenda, não é difícil passar um tempo sem ver algumas atitudes deploráveis oriundas de famílias que já tiveram um bom número de hectares nas mãos. De fazer piadas com preto e pobre ao jogar ovo em mendigo, cidades como a minha terão, por mais algumas boas gerações, esse ranço provinciano. São coisas que crescem contigo e, não havendo no seu caminho uma puxada de orelha, uma repreensão, um debate ou uma boa mijada em público, podem morrer contigo. E foi lá, em 1998, que vi pela primeira vez adesivos em picapes e caminhonetes com uma mão com quatro dedos e o símbolo de proibido em volta, algo que reparo até hoje, ainda que não mais apenas em carros de filhos de fazendeiros e gente com muita grana. Pra quem acha que o ódio nasceu ontem, taí uma boa prova que não.

Muito se fala das ridículas faixas pedindo intervenção militar e da suástica pintada em uma delas, em menor quantidade se comenta os xingamentos a uma mulher (afinal, fora a mãe, a namorada e em algumas exceções a irmã, toda mulher é puta), mas pouquíssimo se percebeu no que talvez seja um perfeito indicador do nosso descompasso social: o preconceito podre revelado em milhares de pessoas comuns, cidadãos de bem, mulheres, homens, crianças e até mesmo parlamentares usando uma camiseta escrito BASTA com apenas quatro dedos.

Triste perceber como, em todos os casos, o esvaziamento de sentido virou eufemismo pra intolerância. É cruel, vergonhoso e repugnante. E com essa gente eu não protesto nem fodendo.

“O ódio no Brasil”, por Leandro Karnal

Na minha experiência de professor, as salas de aula são divididas em grupos incomunicáveis e mutuamente hostis, que se agrupam por renda, forma física, melanina e opção [sic] sexual em grupos mais ou menos definidos na sala. Não se falam, não se gostam, riem quando um entra e debocham uns dos outros. Eis que um professor dá nota baixa e se torna um inimigo de todos. Imediatamente, as panelas de pressão rompem o lacre, e todos dão as mãos contra aquela besta do apocalipse que os prejudicou. E um emenda a fala do outro, porque agora eles tem o que odiar em comum. E tendo alguém a quem odiar em comum, nós somos todos irmãos. É muito difícil amar em comum. Nós tentamos, nós nos esforçamos, mas é difícil amar. Agora, odiar é uma delícia.

IFTTT: Enviando suas atividades do Trello para o iDoneThis

Esta receita do IFTTT copia atividades realizadas dentro Trello para o iDoneThis. Antes de ativá-la, é necessário gerar um RSS personalizado (é possível escolher, inclusive, as atividades e boards) já que a ferramenta ainda não possui um gerador de feeds.

Feito isso, basta trocar o Feed URL (que, por padrão, aponta para o repositório do gerador de feeds) para o endereço gerado e pronto.

IFTTT Recipe: Send my Trello activity to iDoneThis connects feed to gmail

Como atualizar a democracia para a era da Internet?

Neste interessante vídeo, Pia Mancini explica como o DemocracyOS, ferramenta desenvolvida em Buenos Aires, pode ajudar a diminuir os espaços entre leis, representantes públicos e a sociedade civil.

De código aberto, o DemocracyOS já está sendo usado em São Paulo através da plataforma #EuVoto.