Felipe Neto ao vivo em Portugal

Nota

Que gosto que é ler este tweet 4 anos depois.

Que gostoso que é ler este tweet 4 anos depois.

Importante lembrar que o Felipe Neto era a nossa TV Revolta nas eleições de 2010, exceto, claro, pelo alcance da mensagem propagada, que hoje é muito maior. A desinformação e a falta de interesse por questões mais profundas, todavia, se mantém.

Alerta de spoiler: o país não virou Cuba, mas o Felipe Neto pulou da classe D pra classe A, sem passar pela classe média, falando o que quer contra quem quer. Vejam só vocês em que merda de ditadura vivemos.

“Nós, artistas, somos iguais a todo mundo”

A frase acima é constantemente ouvida quando celebridades são questionadas sobre seus hábitos, manias ou quando, em um pequeno ataque justificado de fúria, se posicionam contra uma violação de privacidade ou algum comentário feito sobre padrões estéticos das quais não necessariamente participam, mas que, no fundo, estão infelizmente sujeitas pelo simples fato de serem pessoas públicas.

Acredito nelas. Exceto por serem admiradas e odiadas em grande escala, terem uma miríade de puxa-sacos a seus pés, de suas vozes e opiniões possuírem um alcance imensurável e de, eventualmente, tentarem uma ou outra carteirada em eventos badalados, elas são como nós: respiram, comem, levam os filhos na escolha, trepam, traem, fumam maconha, sonegam, compram pão e café pro morador de rua, destratam garçons, estudam, vão à igreja etc.

Não deveria, então, causar espanto ouvir Ney Matogrosso falar o que sabe e o que não sabe sobre a vida. Quer dizer, apesar de ser ele Ney Matogrosso, baita vanguardista e peça insubstituível em um dos meus discos brasileiros favoritos, é só alguém igual a todo mundo; sábio em tantas coisas, porém raso e ignorante em um número ainda maior de questões. Alguém que talvez um amigo já tenha bloqueado do feed de notícias do Facebook, alguém cuja opinião um colega já tenha compartilhado no Twitter, duas atitudes tristemente ordinárias neste nosso universo virtual lambuzado em dicotomia.

As opiniões de pessoas públicas nos lembram um pouco das antigas correntes de email que recebíamos, só que agora com a distribuição garantida pelos meios de comunicação. E digamos que não seja muito fácil, assim como com as correntes que sua mãe mandava, ficar alheio a esse tipo de subjetividade, principalmente se você tem interesse em questões sociais. Se não é no seu grande jornal favorito, será no seu jornal independente que você lê, na coluna do jornal independente que você mais odeia ou naquela revista que apoia a oposição. Em algum momento, a opinião de alguém famoso, refutada ou corroborada, chegará aos nossos ouvidos da mesma forma que já fomos, tempos atrás, apresentados ao pacto que a Xuxa fez com o capiroto.

Artistas são iguais a nós, realmente, exceto pela repercussão que suas atitudes costumam gerar. No entanto, repercussão não deve necessariamente implicar em relevância. Aqui, cabe a nós pesquisarmos o que foi amplamente espalhado e irmos atrás do que consideramos verdade. Pra que, quando formos dar nossa opinião ou repassar alguma informação, que seja de forma mais embasada e com um pouquinho mais de zelo.

Citação

Um dos desafios para a sobrevivência da democracia é alijar as ideias que atacam a sua própria condição de existência. E como alijá-las sem suprimir a liberdade de expressão? Há pelo menos dois caminhos complementares.

Primeiro, pela construção e manutenção de uma esfera pública vigilante que defenda e rotinize práticas democráticas, algo que depende da educação política praticada por escolas, jornais, instituições culturais, organizações não governamentais (ONGs), etc. Práticas que seriam facilitadas, por exemplo, pela multiplicação de espaços públicos nas cidades, onde se possa conviver com a diferença e apreciar a pluralidade brasileira.

Segundo, por meio de líderes que não se acuem diante da baixa política, que tenham coragem de arriscar seus cargos em defesa de certos princípios e tenham grandeza para fazer alianças com aqueles que, mesmo adversários, compartilham esses princípios. Quando o medo da derrota eleitoral sequestra essas lideranças, que em silêncio desidratam seus projetos de implementação de direitos e promoção da igualdade, o alarme passa a tocar.

Reféns do bolsonarismo

Como criar uma seção de upload de logo no Theme Customizer do WordPress

Este texto é levemente avançado e direcionado para aqueles que já possuem contato com o Theme Customizer. Caso alguém se interesse por uma abordagem um pouco mais genérica sobre a funcionalidade, me avise pelos comentários! Enquanto isso, recomendo uma passada pelos posts do Otto que tratam sobre o tema.

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WordPress 3.8: trocando a cor da barra de administração no front end

A versão 3.8 do WordPress teve seu lançamento ontem, acompanhada de uma série de mudanças visuais bacanas: tipografia melhorada, novo gerenciador de temas, o uso da fonte Open Sans como padrão e um tapa geral no Painel, que agora conta também com oito esquemas de cores pra você escolher.

BEHOLD

BEHOLD

No entanto, mesmo definindo um esquema diferente de cores, a barra de administração no front end se mantém com a cor padrão cinza escuro / azul. Talvez por eu ter gostado tanto de escolher entre os bonitos esquemas de cores, achei válido que essa decisão fosse também, por que não, para a capa do site. Fazer isso é bem tranquilo com algumas poucas linhas de código no seu arquivo functions.php:

function admin_bar_color () {
	// Verifica se a barra de administração está visível no front end
	if ( is_admin_bar_showing() ) {
		$user_color = get_user_option( 'admin_color' );

		// Se houver uma cor, enfileira o esquema de cores para ser usado
		if ( isset( $user_color ) ) {
			$suffix = is_rtl() ? '-rtl' : '';
	    	$suffix .= defined( 'SCRIPT_DEBUG' ) && SCRIPT_DEBUG ? '' : '.min';
			wp_enqueue_style( $user_color, admin_url( 'css/colors/' . $user_color . '/colors' . $suffix . ' .css' ) );
		}
	}

}
add_action( 'wp_enqueue_scripts', 'admin_bar_color' );

Transformei essas pequenas linhas em um plugin e chamei de Admin Bar Color. O código está também disponível no GitHub, pra quem quiser contribuir. : )

Mais uma entrevista com Enrique Peñalosa

Temos cidades há cinco mil anos, mas automóveis somente nos últimos oitenta. E os automóveis deformaram completamente as cidades.

(…)

Portanto, a pergunta é: como distribuir este espaço de circulação entre pedestres, bicicletas, transporte público e carros? E esta não é uma decisão técnica. Não existe um nível natural de uso do automóvel em uma cidade. Se houvesse mais espaço para os carros em Nova Iorque ou Londres, haveria mais carros. E se houvesse menos espaço, haveria menos carros. Logo, é uma decisão política: como queremos distribuir esse espaço?