Prototipação com Jekyll e Foundation: um pequeno estudo para partidos políticos


Uma ótima atualização: pelo visto, o Foundation 6 virá com essa ideia já embutida


 

Uma discussão recorrente entre mim e meus amigos é a questão da prototipação de um site. Como mostrar um wireframe que reflita o uso do site? Como que essa estrutura montada pudesse ser utilizada como começo de algo real? E, para este específico caso, como fazer isso de forma aberta?

Há inúmeras ferramentas para criação de wireframes: Axure, iPlotz, Balsamiq e, mais recentemente, plataformas robustas como Macaw, Webflow e UXPin. Tive contato com algumas, já por outras eu passei batido. Em outros momentos, tentei fazer pequenos wireframes funcionais diretamente em uma estrutura de tema do WordPress com a ajuda de algum framework como Bootstrap ou Foundation e gostei do resultado — o cliente consegue ver o site tomando forma, dos tons de cinza do wireframe à aplicação da sua identidade, isso tudo usando conteúdo de verdade. Neste caso, porém, estamos tratando de um projeto menos específico.

A idéia

Comecei a trabalhar em um tema para WordPress voltado a partidos políticos. O Podemos, partido de esquerda espanhol, está sendo usado como referência; não tanto na parte técnica (o site é feito em WordPress e usa o Avada, o tema mais vendido do ThemeForest), mas nas questões de informação, abordagem ao (e)leitor, áreas de interação, financiamento coletivo e transparência das contas. Ah, e por ser de esquerda.

Não satisfeito com as ideias de wireframes de tela, pulei para algo mais palpável, por mais estranho que seja tratar um site através desse adjetivo. O GitHub, por ser o padrão hoje para desenvolvimento e colaboração com código, foi uma escolha natural. A decisão pelo Jekyll, o gerador de sites estáticos, também segue o mesmo caminho: ele é automaticamente processado pelo GitHub dentro da branch gh-pages. Para os grids e estilo base, o escolhido foi o Foundation.

Por falta de uma ideia melhor, o projeto foi publicado sob a alcunha de PRJ. Melhor que o nome, talvez, sejam alguns dos pontos positivos:

  • Funcionalidade: o wireframe é navegável e fácil de se fazer
  • Avaliação imediata do cliente: com a publicação do wireframe diretamente na branch gh-pages, as mudanças já estão disponíveis para comentários e sugestões
  • Reuso: uma estrutura e um estilo base que poderão ser replicados no próprio tema
  • Código aberto, ideias abertas: construir colaborativamente o projeto não é um objetivo, mas parte do processo

Mas nada aparece sem alguns poréns. Ainda há muito conteúdo sendo tratado como código, verdade, e eu poderia usar o Jekyll de forma mais inteligente. Ademais, existe uma certa redundância, já que eu crio páginas e atribuo a elas o layout desejado. Isso tudo, acredito eu, é uma questão de atualização do processo.

Para amanhã

Alguns possíveis próximos passos:

  • Criar um repositório para uma base que possa ser trabalhada separadamente
  • Automatizar tarefas usando um task runner. Definir tarefas de deploy da gh-pages, por exemplo, facilitaria a atualização
  • Criar uma tarefa para substituir as tags do Jekyll pelas do WordPress. Assim, elementos como {% include header.html %}{% include header.html %}{% include header.html %} poderiam, respectivamente, se tornar <?php get_header(); ?><?php get_footer(); ?><?php get_sidebar(); ?>
  • Unir no mesmo repositório wireframe e tema, usando a branch gh-pages para manter online o protótipo

Visite o projeto PJR no GitHub.

 

Publicado por Eduardo Z.

“That's one thing Earthlings might learn to do, if they tried hard enough: Ignore the awful times and concentrate on the good ones."

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2 comentários

  1. Legal. Estou começando com o GitHub Pages e o Jekyll e o seu “template” será de muita ajuda. Interessante que o uso (partido político) tem a ver com o meu interesse, mas achei este post tentando achar usar o Macaw e o Jekyll juntos!

    1. Oi, Cesar!

      Que bacana a sua ideia também. Quando fizer mais testes, não deixe de me avisar por aqui. Eu quero saber que resultados você teve com a experiência.

      Até mais!

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