Enfim, o primeiro WordCamp em São Paulo

A comunidade de usuários de WordPress realiza pela primeira vez o WordCamp São Paulo dia 25 de agosto, das 9h às 18h, no campus Consolação da PUC, na Rua Marquês de Paranaguá, 111. O evento reunirá desenvolvedores, designers, blogueiros e usuários casuais da plataforma de código aberto mais utilizada no gerenciamento de blogs, sites e portais em todo o mundo. Os participantes poderão acompanhar palestras, apresentações, tutoriais e terão espaço para interagir com os outros num ambiente informal, uma das características desse encontro.

A cidade que sediou o primeiro WordCamp brasileiro (em 2008, na Funarte, com presença de Matt Mullenweg e Zé Fontainhas) terá, enfim, o seu evento local. O prazo para envio de propostas de palestras já encerrou, mas você pode participar da enquete e ajudar os organizadores na seleção das apresentações.

As inscrições encerram dia 19 de agosto, então é melhor correr.

Os smartphones e a cultura da distração

Há alguns meses, tive meu telefone furtado. É que às terças jogo futebol, e numa dessas terças o meu velho celular era o encarregado de marcar o tempo. Só fui lembrar dele em casa, uma hora depois, quando percebi que o desgraçado não estava na minha mochila. “Coisas da vida”, como disse o camarada Kurt Vonnegut.

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Tradução em pt_BR para o plugin Co-Authors Plus

Para os amigos que não conhecem, Co-Authors Plus é um plugin que permite adicionar múltiplos autores para posts, páginas e custom post types. Baseado no antigo plugin Co-Authors, a edição Plus foi apadrinhada pela Automattic e faz parte da plataforma VIP da empresa.

Estes arquivos são para a última versão, a 2.6.4. Para adicionar a tradução, basta descompactar os arquivos e jogá-los na pasta languages, que fica dentro do diretório do plugin.

Bom proveito.

“The Light Bulb Conspiracy”, ou por que você deve parar de consumir coisas como um imbecil

Obsolescência programada: o desejo do consumidor de possuir algo um pouco mais novo, um pouco melhor, um pouco antes do necessário.
Brooks Stevens

Não há muito mais o que falar sobre The Light Bulb Conspiracy, encontrado aqui como Comprar, Trocar, Comprar; a frase acima resume bem o documentário da diretora Cosima Dannoritzer, que fez uma bacana pesquisa sobre como a prática da obsolescência programada vem mudando a sociedade há algumas décadas. Bom pra cacete. Se você é um desses seres que trocam de iPhone a cada novo lançamento, tá mais do que na hora de repensar a vida, meu chapa.

WordCamp Curitiba 2012: Chamada para trabalhos

Designers, programadores, gestores de conteúdo e demais entusiastas do WordPress: foi aberta a chamada para trabalhos no WordCamp Curitiba 2012, o segundo aqui na capital paranaense. Se você gosta de falar em publico e tem vontade de compartilhar o conhecimento, eis a sua chance.

O prazo vai até dia 28 de maio.

Seu cliente precisa ouvir mais nãos

We once received a call from a gentlemen who said, “[redacted] referred me to you. He said that you wouldn’t be shy about telling me I was wrong, you’d probably piss me off, and that I should listen to everything you said because it would work.”

I was delighted.

That said, you should aim to be pleasant to work with, as everyone would rather work with someone pleasant than with an asshole. But no one wants to work with someone who’s faking it. Doing good work often requires a few hard conversations.

There’s a difference between being enjoyable to work with and being “nice.” Being nice means worrying about keeping up the appearance of harmony at the expense of being straightforward and fully engaged. Sometimes you need to tell a client they’re making the wrong call. Part of client services is being able to do that without coming off as a dick. But being afraid to do it because you’re too invested in being “nice” is worse than being a dick.

Este é um pequeno trecho do pequeno trecho do livro Design is a Job, de Mike Monteiro, apresentado no A List Apart. O tema, no entanto, é bem mais abrangente, e trata da não tão trivial tarefa de conseguir clientes. Vale o passeio.

Me interessei bastante por esta parte do texto porque me parece que tal situação ocorre demais. Assim, demais mesmo. Clientes, de uma forma geral, tendem a te tratar como funcionário. São como uma criança mimada, acostumada a ter tudo como quer e quando quer. Afinal, você foi contratado, né, eles estão pagando em dia, pagando bem, e isso justifica todo e qualquer pedido absurdo. Pois bem, dane-se. Pagar corretamente é um preceito, abaixar a cabeça não. Não seja bonzinho. Você está sendo pago para propor uma solução, não para fazer as vontades de dois ou três. Se alguém te contratou para fazer um serviço, esse serviço deveria incluir dizer “amigo, você está defecando pela boca” sempre que necessário.

Os clientes que entendem isso são os melhores com quem você irá trabalhar.

O site do seu restaurante é um lixo, sério

Curto bastante sair comer em lugares diferentes. Quando planejo ir a um inédito – atualmente, meu lugar favorito para descobertas é a página Curitiba – Baixa Gastronomia no Facebook –, sempre procuro dar uma olhada no site do restaurante ou do boteco. Às vezes você quer ligar antes, ver se é necessário reservar lugares, se eles aceitam cartões ou só quer mesmo perder um tempo vendo como é o ambiente do alvo escolhido. E é aí que começa a frustração.

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Os discos mais ouvidos em 2011, de acordo com o Last.fm

Na falta de um Réveillon mais bem planejado, comecei, sob a chuva do último dia do ano, a fazer um top 10 bem do vagabundo. Queria saber quais foram os discos que eu mais ouvi em 2011 e, como base, usei a relação do Last.fm para os ábuns mais executados nos últimos 12 meses.

Já aviso que aqui não há sequer um parágrafo emocionado; deixemos as sinestesias e demais cacoetes para os críticos musicas. É só uma lista, oras.

 

10 | The Clones of Dr. Funkenstein (1976), Parliament

Conheci o Parliament numa feira de vinil. Por 15 reais, levei o Gloryhallastoopid pra casa — disco, encarte e a assinatura “Jackson Ferreira” bem no meio da capa. Naquela época, o meu único contato com o P-Funk tinha sido através do Maggot Brain, do Funkadelic, o que foi suficiente pra me fazer comprar o disco do Parliament. E o Gloryhallastoopid me levou ao Mothership Connection, que me levou ao The Clones of Dr. Funkenstein. Ainda me arrependo de não ter visto o show do George Clinton ano passado, no festival Black na Cena.

Getten’ to Know You

 

9 | Obscured by Clouds (1972), Pink Floyd

Trilha sonora para o longa La Vallé, Obscured by Clouds foi gravado em ridículas duas semanas. Eu não consigo nem terminar um livro nesse tempo, quem dirá gravar dez músicas para um filme. Gosto bastante desse disco, e na minha pequena lista mental de melhores do Pink Floyd encaixo Obscured em uma posição bem favorável.

♫ The Gold It’s in the…

 

8 | The Creek Drank in the Cradle (2002), Iron & Wine

 Até hoje, The Creek Drank in the Cradle foi o único disco que eu ouvi desse hippie caipira chamado Samuel Beam. Gostei tanto dele que resolvi nem ouvir mais nada, só pra não perder a magia. Um disco bonito demais. Não sabia que hippies conseguiam ser tão doces.

♫ Bird Stealing Bread

 

7 | A Strange Arrangement (2009), Mayer Hawthorne

 Se tivesse ouvido Strange Arrangement no momento certo, provavelmente não teria feito o cu doce que fiz pra ir ao show da Amy Winehouse no começo de 2011, quando ele fez um dos shows de abertura. Aposto que Isaac Hayes curtiria esse disco.

The Ills

 

6 | One Nation Under a Groove (1978), Funkadelic

 Mais uma vez o senhor George Clinton me punindo. Maggot Brain foi meu disco preferido do Funkadelic só até eu descobrir este aqui, que é lindo demais. Não consigo não mexer a cabeça ouvindo a faixa-título. Não sou de ficar recomendando sons, mas One Nation Under a Groove merece todo o seu carinho, meu amigo.

One Nation Under a Groove

 

5 | Music Is My Medicine (2009), Clutchy Hopkins

Clutchy Hopkins é tipo um Banksy da música. Difícil encontrar detalhes sobre ele, exceto informações bem pertinentes como supostas viagens que Hopkins fez ao redor do mundo, de mosteiro Zen a passagens por Índia e Nigéria, para entender melhor a sua relação com a música. Enfim, mais um drogadão. Baixei Music Is My Medicine por alguma indicação, e gostaria de agradecer você, amigo desconhecido, por me apresentar este disco.

Tune Traveler

 

4 | Inspiration Information (1974), Shuggie Otis

Um dos meus álbuns favoritos nos últimos tempos. Shuggie Otis demorou quase três anos pra finalizar Inspiration Information, um disco tão bonito e tão bem arranjado que justifica um tempo de gravação extenso desses. Reza a lenda que, após o lançamento de Inspiration, Otis foi convidado para participar da próxima turnê mundial dos Rolling Stones. Ainda não decidi se o chamo de vacilão ou de sábio.

Sparkle City

 

3 | Black Sands (2010), Bonobo

Simon Green, também conhecido como Bonobo, é um músico e DJ inglês, e é isso que sei sobre o cara. Aliás, sei também que Days to Come e Dial ‘M’ for Monkey, seus discos anteriores, são muito bons, mas não tão bacanas como esse aqui. Downtempo, trip-hop, foda-se, a preguiça de encaixar Black Sands em alguma categoria é bem grande. Melhor ouvir o disco mesmo.

Eyesdown

 

2 | Brothers (2010), The Black Keys

Brothers parece ter sido o disco que afastou um pouco o Black Keys daquele som dependente do blues. Um pouco extenso, acho eu, mas um álbum muito bom, só superado pelo novo disco da banda, El Camino. Meio cedo pra dizer, mas já tou achando que esse vai facilmente entrar pra lista dos mais ouvidos em 2012.

She’s Long Gone

 

1 | The Hunter (2011), Mastodon

Único disco de 2011, The Hunter ocuparia a mesma posição se esta fosse uma lista dos melhores do ano. Saiu a punheta, entraram as novas influências (que já foram se mostrando em Crack the Skye) e a banda fez um disco tão bom, tão ajeitado que foi difícil não ouvi-lo com força. É o Black Album do Mastodon.

Stargasm